X ABHR – Fé de Habermas e Descrença de Ratzinger: ciências naturais e estado entre conservadorismo e modernização.

Uncategorized, filosofia, por Fernando Gregianin Testa No Comments »

Esta comunicação é a reedição para o X Simpósio da ABHR, de um trabalho apresentado em disciplina de filosofia da religião (post http://cienrelfi.org/?p=49).

Resumo: Com o atual advento do que foi chamado de novo ateísmo, o debate sobre a validade da religião como conhecimento ressurge com força, virulência e panfletagem. Trata-se, no entanto, da reedição de uma discussão mais antiga que ocorre no interior de um processo que é entendido como modernização. Este processo modernizador se alimenta por um lado, do sucesso do método em campo científico-tecnológico projetando-o para fora do seu campo de origem, e, por outro, da negação do passado humano em suas instituições tradicionais. Pretende, assim, reconstruir a sociedade em outras bases e, em suas versões mais otimistas, resolvê-la. Assim, a modernização da sociedade consome as instituições pré-modernas e isto se reflete no diálogo entre as ciências naturais e teologia. Joseph Ratzinger argumenta que não se pode dar primazia à razão prescindindo da contribuição das outras formas de vida. Para isso usa um argumento cético-empírico: os estados e a maioria podem produzir a violência e a ciência pode produzir a bomba e, hoje, a manipulação de seres humanos. Logo, tentaremos entender o que é que Habermas entende por modernização, o que acontece filosoficamente na criação da ciência no início da modernidade, a influência que esta teve na constituição dos estados, a crítica de Ratzinger a esta influência e a discussão sobre o novo ateísmo.

Artigo completo (.pdf) aqui: 20080401-testa-fg-gp-fundamentalismoortodoxia-habermas-vs-ratzinger

Novo ateísmo entre modernidade e conservadorismo

filosofia, por Fernando Gregianin Testa 1 Comment »

Este trabalho apresentado para a disciplina de filosofia da religião explora uma tese arriscada. Aproximando a atual onda de livros apologéticos de um ateísmo de caráter científico (Dawkins) de uma reedição de um debate já ocorrido no iluminismo.

Resumo: Qualquer tentativa de estabelecer uma aproximação entre religião, ou mais precisamente, teologia cristã, e ciências naturais impõe a aceitação, ao menos em princípio, de que a religião e a teologia têm algo a dizer sobre a natureza que seja válido, que, de certa forma, possa ser considerado como conhecimento. Com o atual advento do que foi chamado de novo ateísmo , o debate ressurge com força, virulência e panfletagem. Trata-se, no entanto, da reedição de uma discussão antiga que ocorre no interior de um processo que é entendido como modernização. Este processo modernizador se alimenta por um lado, do sucesso do método em campo científico-tecnológico projetando-o para fora do seu campo de origem, e, por outro, da negação do passado humano em suas instituições tradicionais. Pretende, assim, reconstituir a sociedade em outras bases e, em suas versões mais otimistas, resolvê-la. Assim, a modernização da sociedade consome as instituições pré-modernas e isto se reflete no debate sob a suspeita da pertinência do diálogo entre as ciências naturais e teologia. Ratzinger argumenta que não se pode dar primazia à razão prescindindo da contribuição das outras formas de vida. Para isso usa um argumento cético-empírico: os estados e a maioria podem produzir a violência e a ciência pode produzir a bomba e a manipulação de seres humanos.

Portanto, tentaremos entender o que é, no entender de Habermas, a modernização, o que é que acontece filosoficamente na criação da ciência no início da modernidade, a influência que esta teve para pensar os estados, a crítica de Ratzinger à esta influência e a discussão sobre o novo ateísmo.

Para o texto completo, acesse aqui: 20080110-testa-fg-fehabermasdescrencaratzinger.pdf

WP Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS Login