Darwinismo à Sombra da “Noite Coletiva e Cultural”

Chiara Lubich, filosofia, religião, por admin No Comments »

Texto de comunicação apresentada no I Seminário NEMES apresentado por Hugo M. Barbosa.

Resumo: “A Torre de Babel” de Michael Oakeshott descreve o pragmatismo de uma sociedade que se legitima, e se estrutura, ao redor do desejo de chegar ao paraíso. O Homem moderno, apesar de comemorar sua liberdade pós-Adâmica, anseia a retomada do jardim do Édem. O maior obstáculo para a reconstrução do paraíso, pensado como um mundo perfeito sem dor ou sofrimento, são os limites impostos por uma ética transcendente, baseada na revelação de um Deus-amor. Inicia-se um processo lento e gradativo de desconstrução de “Deus”, valendo-se da racionalidade humana. Estes são os pré-supostos da simbiose estabelecida entre o ateísmo, na sua reedição mais virulenta, “o novo ateísmo”, e o Darwinismo, entendido não como teoria científica da biologia, mas como sistema epistêmico . Tento interpretar este fenômeno à luz do pensamento místico de Chiara Lubich, a “Noite Coletiva e Cultural”.

O texto completo pode ser acessado abaixo:

darwinnoite-chiarahugoisemnemes2008

Morre Chiara Lubich

Chiara Lubich, notícia, por Fernando Gregianin Testa 1 Comment »

Do Jornal Nacional:

Milhares de fiéis acompanharam nesta terça a missa de corpo presente de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. O movimento criado por ela baseia suas ações no diálogo entre as religiões.

O corpo de Chiara Lubich foi trazido à Basílica de São Paolo, uma das igrejas mais importantes de Roma, para a missa de corpo presente. Na cerimônia, católicos, cristãos ortodoxos, muçulmanos e judeus ao lado uns dos outros.

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarciso Bertone, afirmou na homilia que a criadora do Movimento dos Focolares foi um astro de luz, carisma e amor divino.

Chiara morreu sexta-feira, aos 88 anos. Num telegrama, o Papa Bento XVI destacou o empenho da italiana para a comunhão da Igreja. O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, lembrou os esforços dela para a paz e o diálogo inter-religioso.

Chiara Lubich fundou o Movimento dos Focolares em 43, em Trento, no norte da Itália, debaixo das bombas da Segunda Guerra Mundial. Era filha de um tipógrafo socialista, que foi perseguido pelo fascismo.

Amiga do Papa João Paulo II, Chiara Lubich viu o seu movimento ser reconhecido oficialmente pela Santa Sé em 1990. Hoje, os focolares têm cinco milhões de seguidores de todas as religiões.

O movimento criado por Clara Lubich tem 50 centros no Brasil com mais de 300 mil seguidores.

Para saber mais, acesse www.focolare.org

Razão Religiosa e Natureza: Ensaio de Antropologia Interpretativa

Chiara Lubich, antropologia, por Fernando Gregianin Testa No Comments »

Este trabalho foi apresentado como conclusão do curso de antropologia cultural da religião, com prof. Silas Guerriero.

Resumo: Em seu famoso livro A Interpretação das Culturas, Clifford Geertz afirma que a religião produz uma visão de mundo que informa o comportamento humano, seu ethos. Mas é também, de certa forma, a própria natureza que acaba sendo entendida em chave religiosa (GEERTZ, 1989: p.72-80). Assim, uma questão particularmente interessante no estudo antropológico é saber como – e se – a religião produz um conhecimento original sobre a natureza com uma certa racionalidade, no sentido de uma função tanto para o indivíduo, para a sociedade no qual ele está inserido, ou para a utilização da natureza para fins próprios e específicos. Neste ensaio sugerimos que este conhecimento seria dotado de um tipo de racionalidade própria.

Artigo completo: 20071209-testa-fg-ensaioantropologiainterpretativareligiao.pdf

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