O triste e incompreensível mal que se chama guerra

violência, por Fernando Gregianin Testa No Comments »

Como falar do absurdo da guerra? Como compreender quando a razão ela própria está doente? Como compreender com a razão algo que não é razão? Este sofrimento inocente provocado pela arrogância e surdez de espírito, talvez, não possa ser compreendido, mas somente chorado.



Interpretação André Mehmari

Darwinismo à Sombra da “Noite Coletiva e Cultural”

Chiara Lubich, filosofia, religião, por admin No Comments »

Texto de comunicação apresentada no I Seminário NEMES apresentado por Hugo M. Barbosa.

Resumo: “A Torre de Babel” de Michael Oakeshott descreve o pragmatismo de uma sociedade que se legitima, e se estrutura, ao redor do desejo de chegar ao paraíso. O Homem moderno, apesar de comemorar sua liberdade pós-Adâmica, anseia a retomada do jardim do Édem. O maior obstáculo para a reconstrução do paraíso, pensado como um mundo perfeito sem dor ou sofrimento, são os limites impostos por uma ética transcendente, baseada na revelação de um Deus-amor. Inicia-se um processo lento e gradativo de desconstrução de “Deus”, valendo-se da racionalidade humana. Estes são os pré-supostos da simbiose estabelecida entre o ateísmo, na sua reedição mais virulenta, “o novo ateísmo”, e o Darwinismo, entendido não como teoria científica da biologia, mas como sistema epistêmico . Tento interpretar este fenômeno à luz do pensamento místico de Chiara Lubich, a “Noite Coletiva e Cultural”.

O texto completo pode ser acessado abaixo:

darwinnoite-chiarahugoisemnemes2008

Fragmentação e reconciliação do real: considerações sobre razão tecnológica e ética

filosofia, tecnologia, por Fernando Gregianin Testa No Comments »

O texto serviu de base para comunicação no II Seminário de Ciência e Meio Ambiente da Faculdade Anchieta de São Bernardo do Campo – SP.

Resumo: A apresentação procurará investigar as características da razão científica clássica e as mudanças que ela sofre atualmente em função do avanço da técnica e as consequências culturais. Mostraremos em termos gerais, as características da razão técnico-científica, o que a faz tão fecunda e os limites intrínsecos de tal razão, que caracterizamos como fragmentação. Enfim, dadas as consequências sociais da ciência técnica, argumentaremos sobre a necessidade de um princípio responsável como o par da razão tecnológica e a maneira que tal princípio poderia ajudar a resolver impasses. A tal princípio chamamos de reconciliação.

O texto completo pode ser baixado aqui:

20081114-testa-fernando-facanchieta-fragmentacaoreconciliacaoreal

Tecnologia da Informação, Cibernética e Salvação

religião, tecnologia, por Fernando Gregianin Testa No Comments »

Este texto serviu de base em aula para discussão sobre alguns aspectos religiosos presentes no programa da informática.

Resumo: Procuramos iniciar uma investigação acerca das características religiosas presente na tecnologia da informação e cibernética, as promessas de salvação, os desejos de transcendência e as implicações éticas. Para isto utilizamos não uma análise da sociologia, mas uma investigação filosófica. Concluímos identificando que tais promessas salvíficas se apresentam como uma nova amálgama de uma carência reconciliatória que, dada a própria natureza do conhecimento da informática, performa uma substituição fortuita e precária.

O texto completo pode ser baixado aqui: 20081031-testa-fernando-salvacao-cibernetica-texto

Eleições

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Eleições

I Seminário Nemes: O Mal Está Entre Nós?

notícia, por Fernando Gregianin Testa 1 Comment »

Vale a pena conferir o seminário sobre o mal organizado pelo Núcleo de Estudos de Mística e Santidade da PUC-SP.
NEMES: http://nemespucsp.wordpress.com/
Seminário: http://nemespucsp.wordpress.com/2008/09/13/i-seminario-nemes/

Paul Tillich e a alienação

teologia, por Fernando Gregianin Testa No Comments »

O conceito de alienação é central na obra de Tillich. Ao caracterizar o ser, ele faz uma distinção entre o ser em essência e ser em existência. Ser essencialmente é aquilo do qual um ente participa e que faz dele ele mesmo. Por exemplo, uma árvore concreta participa do “ser árvore”. Isto está imbricado na própria linguagem quando dizemos: isto é uma árvore. O caráter platônico deste modo de ser é evidente, o mundo das idéias é a essência e a verdade está deste lado, e as coisas subsistem somente por esta participação, onde a existência seria doxa. O nominalismo nega que este ser possua algo além do simples termo, ele não remeteria para nada além do uso da palavra “árvore” no nosso exemplo.

(Aqui caberia uma discussão interessante sobre se a matemática possuiria um caráter nominalista ou se ela o seria idealista, especialmente em relação à física. Ela pode ser idealista, por mostrar as essências matemáticas dos fenômenos naturais apreensíveis através do uso da razão. Porém, ela pode ser também nominalista, por indicar que as leis gerais somente dão conta dos fenômenos empíricos e não se pronunciam necessariamente sobre o que as coisas são em sentido estrito, isto é, ela não postula essências.)

Ser existencialmente é o ente concreto que nos está posto diante, o isto. Existe uma diferenciação intrínseca entre a existência e a essência que está posta no mundo. A existência humana e não-humana se encontraria, portanto, separada de sua essência.

O potencial é o essencial, e existir, isto é, estar fora da potencialidade, é a perda da verdadeira essencialidade. Não é uma perda completa, pois o ser humano ainda permanece em seu ser potencial ou essencial. Ele o recorda e, através dessa recordação, participa no verdadeiro e no bom. Ele está dentro e fora do âmbito das essências. (TILLICH 2005, p.318)

O sistema filosófico de Hegel tentará superar tal contradição e resolver o hiato. Para Hegel, o mundo, como processo da auto-realização divina, superaria o irracional das coisas, pois a existência é auto-manifestação da essência (TILLICH 2005, p.320). Mas seus os críticos apontarão suas armas exatamente para aí: a existência se apresenta inexoravelmente alienada tanto em seu dado social (Marx) quanto em seu dado interior (Kiekegaard), e nem na vida como tal (Shopenhauer, Nietzsche).

Penso em alargar o conceito de alienação para além da condição humana, para a natureza física. Se o ente existencial é alienado de seu ser essencial, não é somente no homem que isto acontece. O homem abre o olho da consciência dentro de sua própria condição alienada. Esta sua condição é anterior a qualquer juízo moral, está na sua “matéria”. Falaremos mais sobre isto especialmente nas relações que têm com os projetos científicos modernos.

Bibliografia

TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. São Leopoldo: Sinodal, 2005.

De volta à ativa

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Depois de um período de hibernação, onde encubamos vários anjos e demônios, volto à ativa no blog. Os próximos posts procurarão dar um caráter um pouco mais pessoal na pesquisa, mas não menos profundo.

ANPTECRE : Associação Nacional de Teologia e Ciências da Religião

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Entre os dias 27 a 29 de agosto, acontece o primeiro encontro e inauguração da Associação Nacional de Pós graduação em Teologia e Ciências da Religião – ANPTECRE.

A ANPTECRE (Associação Nacional de Pós-Graduação em Teologia e Ciências da Religião), em seu evento acadêmico de inauguração, tem o prazer em convidar professores, alunos e demais associados a estes programas a aproveitar a oportunidade de discutir as trajetórias, desafios e perspectivas das Ciências da Religião por meio de palestrantes internacionais e nacionais, mesas-redondas e pôsteres.

Conferencistas convidados:
Michael Pye (Marburgo); Vitor Westhelle (Chicago); João Batista Libânio (Belo Horizonte)

Para saber mais, visite o site http://www.pucsp.br/anptecre

X ABHR – Fé de Habermas e Descrença de Ratzinger: ciências naturais e estado entre conservadorismo e modernização.

Uncategorized, filosofia, por Fernando Gregianin Testa No Comments »

Esta comunicação é a reedição para o X Simpósio da ABHR, de um trabalho apresentado em disciplina de filosofia da religião (post http://cienrelfi.org/?p=49).

Resumo: Com o atual advento do que foi chamado de novo ateísmo, o debate sobre a validade da religião como conhecimento ressurge com força, virulência e panfletagem. Trata-se, no entanto, da reedição de uma discussão mais antiga que ocorre no interior de um processo que é entendido como modernização. Este processo modernizador se alimenta por um lado, do sucesso do método em campo científico-tecnológico projetando-o para fora do seu campo de origem, e, por outro, da negação do passado humano em suas instituições tradicionais. Pretende, assim, reconstruir a sociedade em outras bases e, em suas versões mais otimistas, resolvê-la. Assim, a modernização da sociedade consome as instituições pré-modernas e isto se reflete no diálogo entre as ciências naturais e teologia. Joseph Ratzinger argumenta que não se pode dar primazia à razão prescindindo da contribuição das outras formas de vida. Para isso usa um argumento cético-empírico: os estados e a maioria podem produzir a violência e a ciência pode produzir a bomba e, hoje, a manipulação de seres humanos. Logo, tentaremos entender o que é que Habermas entende por modernização, o que acontece filosoficamente na criação da ciência no início da modernidade, a influência que esta teve na constituição dos estados, a crítica de Ratzinger a esta influência e a discussão sobre o novo ateísmo.

Artigo completo (.pdf) aqui: 20080401-testa-fg-gp-fundamentalismoortodoxia-habermas-vs-ratzinger

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