Ao investigar aquilo que sabemos daquilo que não sabemos, há uma divertida distinção. Há aquelas coisas que sabemos que sabemos, usadas no dia a dia, por exemplo dirigir um automóvel, ou fazer contas no supermercado.
Há outras coisas que não sabemos que sabemos, tal como regras gramaticais implícitas na língua, para alguém que nunca estudou gramática ou a operação do controle da tevê para uma criança que ainda não fala.
Há ainda aquelas coisas que sabemos que não sabemos. Tal como fazer cálculos de matemática complexa, ou tocar determinado instrumento. Nestas, saber que não conhecemos já é uma forma de conhecimento. Aqui a ignorância é uma maneira antecipada de conhecimento, e saber-se ignorante, é conhecer algo, o limite, que diz parte daquilo que não sabemos.
Entretanto, há aquelas coisas que não sabemos que não sabemos. Esta é a mais radical das ignorâncias, o domínio do absolutamente desconhecido. Neste nem é possível citar um exemplo, pois dar um exemplo seria já conhecê-lo um pouco.
nov 04
novembro 4th, 2009 at 2:39 pm
Caro Fernando,
que belo post! Fez-me pensar no facto de sermos homo sapiens sapiens, ou seja aquela espécie que “sabe que sabe”. Relativamente às coisas que “não sabemos que não sabemos” não é mesmo possível dar um exemplo, tens razão. Mas pergunto, só a formulação dessa hipótese não será “saber” alguma coisa, mesmo que seja nada saber sobre o que não se sabe?
Abraço grande …
dezembro 8th, 2009 at 7:42 pm
Fernando , que papo mais furado…não tem nada de fundamento nesse papo todo…tu me parece meio perdido na vida, perdeu alguma coisa no passado? Onde ? Quando ? Espero que encontres e preencha o vazio que existe em ti.