O ‘Humanismo Ridículo’ Proposto por Luiz Felipe Pondé. Crítica da Modernidade entre Dostoiévski e Pio IX.

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Este trabalho busca compreender o conceito de humanismo ridículo, estabelecido por Luís Felipe Pondé, em seu livro Crítica e Profecia – A filosofia da religião em Dostoiévisk (1997) e em seu artigo Epistemologia Agônica e Disfuncionalidade Humana: um ensaio de teologia pessimista (2001) publicado na Rever, revista de estudos da religião. Como método investigativo, Pondé sugere a filosofia da religião com elemento crítico para compreender, por um lado, a literatura profética de Dostoiévisk e por outro estabelecer uma avaliação da abordagem do fenômeno religioso pelo viés das Ciências da Religião em seu paradigma científico na modernidade. Ao lado de Dostoiévisk, apresentamos também a encíclica Quanta Cura (1864), do papa Pio IX, juntamente com o Syllabus (1864) como crítica à modernidade do século XIX, fundamentada também neste humanismo ridículo, raiz do que é entendido pelo cânon católico como erros graves do tempo presente.

Artigo: 20080215-klautau-diego-humanismoridiculo.pdf

Novo ateísmo entre modernidade e conservadorismo

filosofia, por Fernando Gregianin Testa 1 Comment »

Este trabalho apresentado para a disciplina de filosofia da religião explora uma tese arriscada. Aproximando a atual onda de livros apologéticos de um ateísmo de caráter científico (Dawkins) de uma reedição de um debate já ocorrido no iluminismo.

Resumo: Qualquer tentativa de estabelecer uma aproximação entre religião, ou mais precisamente, teologia cristã, e ciências naturais impõe a aceitação, ao menos em princípio, de que a religião e a teologia têm algo a dizer sobre a natureza que seja válido, que, de certa forma, possa ser considerado como conhecimento. Com o atual advento do que foi chamado de novo ateísmo , o debate ressurge com força, virulência e panfletagem. Trata-se, no entanto, da reedição de uma discussão antiga que ocorre no interior de um processo que é entendido como modernização. Este processo modernizador se alimenta por um lado, do sucesso do método em campo científico-tecnológico projetando-o para fora do seu campo de origem, e, por outro, da negação do passado humano em suas instituições tradicionais. Pretende, assim, reconstituir a sociedade em outras bases e, em suas versões mais otimistas, resolvê-la. Assim, a modernização da sociedade consome as instituições pré-modernas e isto se reflete no debate sob a suspeita da pertinência do diálogo entre as ciências naturais e teologia. Ratzinger argumenta que não se pode dar primazia à razão prescindindo da contribuição das outras formas de vida. Para isso usa um argumento cético-empírico: os estados e a maioria podem produzir a violência e a ciência pode produzir a bomba e a manipulação de seres humanos.

Portanto, tentaremos entender o que é, no entender de Habermas, a modernização, o que é que acontece filosoficamente na criação da ciência no início da modernidade, a influência que esta teve para pensar os estados, a crítica de Ratzinger à esta influência e a discussão sobre o novo ateísmo.

Para o texto completo, acesse aqui: 20080110-testa-fg-fehabermasdescrencaratzinger.pdf

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