As Estórias de Fadas na Cidade de Deus: Teoria Literária de J.R.R. Tolkien e as Virtudes Cardeais de S. Agostinho

Agostinho, história, por klautau No Comments »

Este artigo trata dos conceitos literários de J.R.R. Tolkien de Estórias de Fadas, Fantasia, Sub-Criação e Eucatástrofe; através do poema Mythopoieia (1930), do ensaio Beowulf: The Monsters and the Critics (1936) e do ensaio On Fairy-Stories (1939) podemos tecer uma teoria literária que entende sua finalidade como uma expressão religiosa, buscando similitudes com o pensamento de Santo Agostinho, especificamente nas quatro virtudes cardeais, expressas nos livros Cidade de Deus (426) e o Livre Arbítrio (388), assim como a gloria das nações pagãs e a presença de virtudes que justificassem elementos da verdade em povo pagãos. Assim como antigas virtudes romanas poderiam ser exemplos para os cristãos, também nos mitos escandinavos, como Beowulf, poderiam ser encontradas virtudes pertinentes a revelação cristã. Por fim, também as estórias de fadas, sub-criadas, podem e devem ecoar elementos do evangelho cristão.

Para ter acesso ao artigo, clique em artigobeowulfagostinho.pdf.

Projeto de Mestrado

Chiara Lubich, ciência, cre, por Fernando Gregianin Testa No Comments »

No link abaixo há o projeto de mestrado entregue para obtenção de crédito da disciplina de Metodologia em Ciência da Religião, na PUC-SP.
Projeto de Mestrado

Intenção na produção científica e tecnológica – I

ciência, poder, tecnologia, por Fernando Gregianin Testa No Comments »

Todo artefato tecnológico tem um propósito. Talvez o propósito seja de fato o que possa melhor caracterizar o que é tecnológico do que científico. Mas dito desta forma pode parecer dicotômico o que, na realidade, é somente um artifício pedagógico-explicativo. Sabemos que as fronteiras estão borradas e que muita, se não toda, produção científica está carregada de intenções e propósitos. Assim, o próprio produto científico se ressente das intenções daqueles que o produzem, e, portanto, é direcionado (LYOTARD). Mesmo que esta produção esteja condicionada pela ciência normal (KUHN) é lógico que o direcionamento não pode provir da própria produção, mas de outras esferas humanas. Este é o momento em que entram outros valores, virtudes, objetivos, intenções, de outros campos humanos– o religioso, ético, político, econômico – que fornecem elementos para a tomada de direção no desenvolvimento científico.

Hoje, para um completo estudo de epistemologia científica, há de se levar em conta não somente o plano metodológico mas também o político, por este jogar papel fundamental nos pressupostos. Fica mais evidente ainda para a cria da ciência com o poder: a tecnologia.

Bibliografia:

KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. Coleção Debates. Ed. Perspectiva, São Paulo, 2000.

LYOTARD, Jean-François. A condição pós-moderna. Rio de Janeiro: José Olympio, 1998.

WP Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS Login