dez 09
Que acontece no início da modernidade em relação ao entendimento da natureza pelo homem? Julián Marías comenta que
p.219 “Aristóteles entendia por natureza o princípio do movimento; um ente é natural quando tem em si mesmo o princípio de seus movimentos, e, portanto, suas próprias possibilidades ontológicas; o conceito de natureza está muito vinculado à idéia substancial. Assim, um cachorro é um ente natural, ao passo que uma mesa é artificial, obra da arte, e não tem em si princípio de movimento. A física aristotélica e medieval é a ciência da natureza, que procura descobrir o princípio ou as causas do movimento.
Desde o ockhamismo se começa a pensar que o conhecimento não é conhecimento de coisas, mas sim de símbolos, isto nos leva ao pensar matemático; e Galileu dirá taxativamente que o grande livro da natureza está escrito em caracteres matemáticos. O movimento aristotélico era um chegar a ser ou deixar de ser; portanto, era entendido de modo ontológico, do ponto de vista do ser das coisas. A partir de Galileu, o movimento será considerado como variação de fenômenos: algo quantitativo, capaz de ser medido e expresso matematicamente. A física não será ciência de coisas, mas de variações de fenômenos. Diante do movimento, a física aristotélica e medieval pedia seu princípio, portanto uma afirmação real sobre coisas; a física moderna renuncia aos princípios e só pede sua lei de fenômenos, determinada matematicamente. O físico renuncia a saber as causas e se contenta com uma equação que lhe permita medir o curso dos fenômenos. Essa renúncia extremamente fecunda separa a física do que é outra coisa, por exemplo filosofia, e a constitui como ciência positiva; assim se engendra a física moderna. (Ver Zubiri: La nueva fisica)”
dez 08
Este artigo analisa o processo de individuação, conforme exposto por Marie Louise von Franz, em O Homem se Seus Símbolos, coletânea de textos de psicologia analítica, e pelo próprio Carl Jung em Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, e o desenvolvimento de Gandalf, mago protagonista de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. A partir das categorias de crescimento psíquico, inconsciente, sombra e Si-Mesmo, entendemos como a passagem de Gandalf de O Cinza para o Branco estabelece sua individuação.
“Não falo a verdade, Gandalf – disse Aragorn finalmente -, quando digo que você poderia ir a qualquer lugar que quisesse mais rápido que eu? E também digo isto: você é nosso capitão e nossa insígnia. O Senhor do Escuro tem Nove. Mas nós temos Um, mais poderoso que eles: o Cavaleiro Branco. Passou pelo fogo e pelo abismo, e eles devem temê-lo. Iremos aonde nos levar.” (Tolkien, 2001, p. 524)
por Diego Klautau. Acesse o artigo aqui(pdf).
This article analyses the process of individuating, as exposed by Marie Louise von Frans, in The Man and His Symbols, analytical psychology collection of texts, and by Carl Jung in The Archetypes and Collective Unconscious, through the development of Gandalf, the wizard who role The Lord of The Rings, by J.R.R. Tolkien. By the junguian categories of Psyche Growth, Unconscious, Shadow and Self, we understand de Gandalf´s passage from The Grey to The White, stands his individuation.
dez 04
Eu Via Satanás Cair do Céu Como um Raio é a obra que René Girard, antropólogo francês, discute a importância do evangelho como revelador do domínio da cultura da violência. É justamente através dessa revelação que se atinge a redenção do homem. Para ver a resenha clique aqui(pdf).
dez 04
Este artigo trata das relações entre paganismo e cristianismo na obra de J.R.R. Tolkien. O autor defendeu o mestrado na Usp como tradução de textos de Tolkien. Para ter acesso ao artigo clique aqui(pdf).
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