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	<description>Comentários em ciência da religião e filosofia</description>
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		<title>Discurso de defesa de mestrado</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 13:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Gregianin Testa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de um longo período de aparente inatividade neste blog, segue o discurso de defesa de mestrado sob o título Deus sob as Coisas: o Pensamento Espiritual de Chiara Lubich sobre a Natureza.
Para acessar o texto completo,  clique aqui.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de um longo período de aparente inatividade neste blog, segue o discurso de defesa de mestrado sob o título Deus sob as Coisas: o Pensamento Espiritual de Chiara Lubich sobre a Natureza.</p>
<p>Para acessar o texto completo,  <a href="http://cienrelfi.org/wp-content/uploads/2010/06/defesa.pdf">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Boaventura e o conhecimento</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 21:46:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Gregianin Testa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na tradição filosófica e teológica do ocidente, o desejo sempre jogou papel fundamental como motor originário da busca do conhecimento. A afirmação, talvez, mais famosa neste sentido está  na abertura do primeiro livro da Metafísica de Aristóteles. Cada um a seu modo, Agostinho, Tomás e Boaventura, também reconheceram no desejo o motor originário do conhecimento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na tradição filosófica e teológica do ocidente, o <em>desejo</em> sempre jogou papel fundamental como motor originário da busca do conhecimento. A afirmação, talvez, mais famosa neste sentido está  na abertura do primeiro livro da Metafísica de Aristóteles. Cada um a seu modo, Agostinho, Tomás e Boaventura, também reconheceram no desejo o motor originário do conhecimento. Entretanto, se o conhecimento está associado ao desejo, bastaria desejar para conhecer? Na estrutura do pensamento do cristianismo, este desejo poderia se enganar quanto ao seu objeto, abrindo espaço para a idéia da necessidade da graça para que ele seja <em>correto</em>. A graça, atuando sobre o desejo, produziria a <em>vontade correta</em>, que orientaria a intelecção para a verdade, que existe plenamente só em Deus. A graça é, portanto, a garantia para que o conhecimento seja orientado à verdade. Boaventura parece concordar com isto ao dizer : “A graça é o princípio da retidão da vontade e da iluminação da inteligência.” (BOAVENTURA, <em>Itinerarium, </em>I). Mas ao contrário de se traduzir em um triunfo da razão pela garantia de um Deus, como o faria muito posteriormente Descartes, Boaventura reconhece que o conhecimento neste mundo é sempre precário. O erro, portanto, tem sua origem na situação contingente humana, sendo necessária a graça para orientá-lo, modulado pelo consentimento da vontade humana para isso (Cf. BOAVENTURA, <em>Itinerarium</em> I.7). Parece que a própria razão está marcada pela condição da precariedade da condição humana e por isso é que, segundo Boaventura, o processo de conhecimento da verdade se coloca em um <em>continuum</em> com a santidade e a contemplação. A idéia do seu <em>Itinerarium Mentis in Deum </em>é essa, a de que a razão, através da correta disposição da vontade pelo auxílio da graça, se coloque em via à contemplação (BONI 2008), pois para ele, a plena verdade pode existir somente em Deus. Portanto, a graça é o transcendental através do qual a cognição atinge o conhecimento, que se traduz em Boaventura em argumentações racionais. O exercício da razão se torna um processo indistinto da própria transcendência e veículo da verdade. As proposições e argumentações, o encadeamento lógico presente no trecho do <em>Itinerarium </em>tem o objetivo, como o título diz, de elevar o espírito humano até o máximo de sua possibilidade. A partir daí a razão começará a ver nas próprias coisas do mundo físico a forma exemplar, a estampa, do Criador, o seu modelo.</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>BONI, Luís A. Para uma leitura do &#8216;Itinerarium mentis in Deum&#8217; de S Boaventura. <em>Revista Portuguesa de Filosofia</em>, v. 64, p. 437-463, 2008.</p>
<p>BOAVENTURA. <em>Escritos Filosófico-Teológicos.</em> Tradução Luis Alberto de Boni, Jerônimo Jerkivic. Porto Alegre: Edipucrs, 1998. Contém os escritos: Brevilóquio; Itinerarium Mentis in Deum; Redução das Ciências à Teologia; Cristo, Único Mestre de Todos.</p>
<p>GILSON, Etienne. <em>A Filosofia na Idade Média.</em> (Paris: 1986) São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
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		<title>Você sabe que sabe?</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 13:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Gregianin Testa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<category><![CDATA[filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao investigar aquilo que sabemos daquilo que não sabemos, há uma divertida distinção. Há aquelas coisas que sabemos que sabemos, usadas no dia a dia, por exemplo dirigir um automóvel, ou fazer contas no supermercado.
Há outras coisas que não sabemos que sabemos, tal como regras gramaticais implícitas na língua, para alguém que nunca estudou gramática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao investigar aquilo que sabemos daquilo que não sabemos, há uma divertida distinção. Há aquelas coisas que sabemos que sabemos, usadas no dia a dia, por exemplo dirigir um automóvel, ou fazer contas no supermercado.<br />
Há outras coisas que não sabemos que sabemos, tal como regras gramaticais implícitas na língua, para alguém que nunca estudou gramática ou a operação do controle da tevê para uma criança que ainda não fala.<br />
Há ainda aquelas coisas que sabemos que não sabemos. Tal como fazer cálculos de matemática complexa, ou tocar determinado instrumento. Nestas, saber que não conhecemos já é uma forma de conhecimento. Aqui a ignorância é uma maneira antecipada de conhecimento, e saber-se ignorante, é conhecer algo, o limite, que diz parte daquilo que não sabemos.<br />
Entretanto, há aquelas coisas que não sabemos que não sabemos. Esta é a mais radical das ignorâncias, o domínio do absolutamente desconhecido. Neste nem é possível citar um exemplo, pois dar um exemplo seria já conhecê-lo um pouco. </p>
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		<title>Apresentação de Cosmologia e Teologia</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 01:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Gregianin Testa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este breve documento é um instrumento em uma aula de apresentação feita à Unitalo no mês passado. Trata brevemente e de maneira sucinta interações entre ciência e teologia com um pequeno debate final sobre o modelo padrão.
Apresentação Cosmologia e Teologia
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Este breve documento é um instrumento em uma aula de apresentação feita à Unitalo no mês passado. Trata brevemente e de maneira sucinta interações entre ciência e teologia com um pequeno debate final sobre o modelo padrão.</p>
<p><a href="http://cienrelfi.org/wp-content/uploads/2009/08/20090708-Cosmologia.pdf">Apresentação Cosmologia e Teologia</a></p>
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		<title>O perfeito e o divino</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 02:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Gregianin Testa</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
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		<description><![CDATA[Riviera de São Lourenço é uma cidade à beira mar, um condomínio chique criado artificalmente nas proximidades de Bertioga para férias de veraneio dos ricos de São Paulo. Ao chegar, um portal recebe entregando folhetos com instruções tipo como separar o lixo e eventos que estão a acontecer naqueles dias. Tudo é quase perfeito, daquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Riviera de São Lourenço é uma cidade à beira mar, um condomínio chique criado artificalmente nas proximidades de Bertioga para férias de veraneio dos ricos de São Paulo. Ao chegar, um portal recebe entregando folhetos com instruções tipo como separar o lixo e eventos que estão a acontecer naqueles dias. Tudo é quase perfeito, daquele tipo de perfeição óbvia que todo <em>kitsch</em> tem: palmeiras, grama bem cortada, piscinas, prédios com guaritas e casas muito bonitas tipo comerciais de margarina. Se eu tirasse uma foto de um ângulo qualquer da varanda do apartamento que generosamente um amigo cedeu para a produção intelectual importantíssima deste que vos escreve e apresentasse a alguém ao acaso, este não saberia distinguir em que lugar do mundo se encontra a paisagem. Isto faz parte do efeito mágico do <em>kitsch</em> no imaginário e nos desejos profundos internalizados e naturalizados nos seres humanos que às vezes freqüento (não, provavelmente não é você que leu até aqui). Penso imediatamente no capítulo sobre o <em>kitsch</em> e a negação da merda que Milan Kundera escreveu em seu famoso livro <em>A insustentável Leveza do Ser </em>ao ver uma série de palmeiras sobre o gramado que segue a orla ao longo de todo o território do condomínio acabando exatamente onde começa o terreno de fora, onde – aí sim! – arbustos, casas esparsas e muita mata atlântica se harmonizam num caos criativo. As pessoas, mais mulatas e que vêm trabalhar neste não-lugar que é Riviera, são na maioria de Bertioga, a cidade vizinha que, no dizer do cartaz na entrada, é beneficiada com seis mil empregos com a instalação do condomínio.</p>
<p>Entre o intervalo de leitura de um livro e escrita de um parágrafo, na praia, quatro playboys arrogantemente corriam com quadriciclos e davam cavalos-de-pau sob os olhos invejosos de um garoto que os observava enquanto sua irmã fechava o boteco à beira-mar.</p>
<p>Como não pensar na miséria moral? Nestas condições, meu vício especulativo dispara automaticamente suas hipóteses investigativas sobre as condições de possibilidades da miséria moral através da elaboração de casos-tipo: se um rico utilizar seu poder para promover alguma ação boa, ele estará moralmente justificado em ter uma propriedade em Riviera? Se um pobre, ao não possuir uma casa em Riviera, estará moralmente escusado de sua inveja em ter uma casa e um quadriciclo para dar cavalos-de-pau na areia e, então finalmente, poder ele também desfrutar das delícias da arrogância aos olhos de outrem? E eu, que não tenho nem quadriciclos nem casas na praia e não sou miserável, sou moralmente justificado ao fazer esta análise e me colocar, assim, no patamar dos iluminados? Questões como estas em geral são incômodas para aquela análise plana da sociedade sob a ótica de classes.</p>
<p>Enquanto isso, em Bertioga, no início da noite, a quermesse organizada pela paróquia para arrecadar fundos juntava tudo que havia de disponível. As barracas de cachorro-quente, quentão e pastel infestavam de cheiro de fritura o ar, o cachorro pulguento se coçava na entrada da igreja, uma caixinha com barbante imitava o som de uma galinha maluca para um povo que se juntava na entrada da igreja para ouvir o padre dizer: “na procissão deste ano, a santa não quer tomar banho no mar como no ano passado!”. Ali, nesta beirada de igreja onde tudo se misturava: forró e vaneirão, fritura, cachorro, reza, galinha, criança, mulatos, ali mesmo, aquele povo mandava lá sua reza para seu Deus.</p>
<p>Riviera? Silenciava.</p>
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		<title>Tecnoprofetas e religião implícita</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 02:25:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Gregianin Testa</dc:creator>
				<category><![CDATA[cre]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[transhumanismo]]></category>

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		<description><![CDATA[São, no mínimo, instigantes, as mutações da religião deste nosso tempo presente. Clifford Geertz, que certamente pode ser contado entre os antropólogos mais importantes do século passado, dizia em um artigo que não existe na atualidade o que chamam de um retorno da religião. Simplesmente porque elas nunca foram embora:

Enquanto se desenrola a história política [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">São, no mínimo, instigantes, as mutações da religião deste nosso tempo presente. Clifford Geertz, que certamente pode ser contado entre os antropólogos mais importantes do século passado, dizia em um artigo que não existe na atualidade o que chamam de um retorno da religião. Simplesmente porque elas nunca foram embora:</p>
<blockquote>
<p class="MsoQuote">Enquanto se desenrola a história política explosiva do século nascente, o desdobramento mais notável – e o mais surpreendente – que as ciências sociais se vêem obrigadas a enfrentar na cena mundial é com certeza aquilo que se usa denominar, muitas vezes erroneamente, como “o retorno da religião”.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="MsoQuote">Erroneamente porque na verdade a religião nunca desapareceu – foi a atenção das ciências sociais que se desviou a outros campos, enquanto estiveram dominadas por uma série de pressupostos evolutivos que consideravam o compromisso com a religião uma força em declínio na sociedade, um resíduo de tradições passadas inexoravelmente erodido pelos quatro cavaleiros da modernidade: secularismo, nacionalismo, racionalização e globalização. (GEERTZ 2006)</p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal">Nada mais lúcido quando nos concentramos principalmente sobre as mais ou menos novas formas sociais que as religiões tradicionais adquirem. Entretanto não é somente nos vínculos entre fiéis e instituições que a religião se manifesta, mas em outras e diversas formas que eclodem justamente lá onde muitos diriam ser o reduto secular por excelência: nas ciências naturais e nas tecnologias. Estas novas religiosidades não são evidentes para o olho não treinado, pois se manifestam mais ou menos nos subterrâneos de outras manifestações culturais de um modo implícito. A <em>religião implícita</em> recebe cada vez mais atenção no meio acadêmico de estudos religiosos por demonstrar ser um instrumento conceitual particularmente eficaz na compreensão destes novos fenômenos que, de outra forma, poderiam passar despercebidos tanto pelo excesso crítico interessado em desmantelar uma percepção falsa quanto pela superficialidade ingênua não interessada em ver problemas onde eles existem.</p>
<p class="MsoNormal">Na aparente crise das instituições, nesta nossa modernidade tardia, a apropriação, apresentação e naturalização das tecnoformas nas subjetividades tentam justamente responder àquelas questões que sempre estiveram presentes para o homem: a angústia da existência. Portanto, religião! E justamente implícita e mutante, parece ser o caso que segue. Em uma publicação sob o título <em>The Singularity is Near</em> (A Singularidade Está Próxima, sem tradução para o português), o cientista e engenheiro Ray Kurzweil, de fato prega uma crença inusitada. Para ele, as tecnologias irão resolver nosso principal problema: o dilema do sofrimento e da morte. Se você conseguir viver até 2029, quando chegará, então, a Singularidade: um momento único e crucial na história da humanidade na qual as tecnologias (particularmente as nano, bio, info) conseguirão produzir seres híbridos humano-técnico, ciborgues, e onde os computadores também terão consciência e “espírito”. Para Kurzweil:</p>
<blockquote>
<p class="MsoQuote">“A Singularidade representará a culminação da fusão do nosso pensamento e existência biológicos com nossa tecnologia, resultando em um mundo que ainda é humano mas que transcende nossas raízes biológicas. Não haverá distinção, pós-Singularidade, entre humanos e máquinas ou entre realidade virtual e física. Se você perguntar o que ainda permanecerá humano naquele mundo, será simplesmente esta qualidade: nós somos a espécie que busca de maneira inerente estender suas conquistas (reach) para além das limitações atuais.” (KURZWEIL 2005 p.9)</p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal">A tecnologia, neste momento de transição iminente em que vivemos, seria aquilo que nós mesmos construimos e que, no entanto, nos supera indo além de nós mesmos. Ela tomará a frente das coisas deste mundo e, através dela, resolveremos todas aquelas questões que nos afligiram desde sempre: a dor, o sofrimento, a angústia, a morte. </p>
<p class="MsoNormal">(to be continued&#8230;)</p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><strong>Referências</strong></p>
<p class="MsoNormal">GEERTZ, Clifford. O Futuro das Religiões. <em>Folha de São Paulo</em>, São Paulo, 14 maio 2006.</p>
<p class="MsoNormal">KURZWEIL, Ray. <em>The Singularity Is Near</em>. New York: Penguin Books, 2005.</p>
<p class="MsoNormal"> </p>
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		<title>Protegido: Tudo é sofrido</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 21:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Gregianin Testa</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há resumo por ser um post protegido.]]></description>
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		<title>Protegido: Cansado</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 17:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Gregianin Testa</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<title>Joguinho epistêmico</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Mar 2009 13:36:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Gregianin Testa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao ler o compêndio de ensaios sobre espitemologia de John Greco e Ernest Sosa, fiquei pensando em divertidos quebra-cabeças epistêmicos. Alguns dos autores que colaboraram argumentam em favor do racionalismo como condição necessária para o conhecimento. Dito de outra forma: todo conhecimento, para ser tal, deve ser racional. Nada mais óbvio, e, portanto, correto! Certo? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler o compêndio de ensaios sobre espitemologia de John Greco e Ernest Sosa, fiquei pensando em divertidos quebra-cabeças epistêmicos. Alguns dos autores que colaboraram argumentam em favor do racionalismo como condição necessária para o conhecimento. Dito de outra forma: todo conhecimento, para ser tal, deve ser racional. Nada mais óbvio, e, portanto, correto! Certo? Nem tanto&#8230; </p>
<p>De cara, devemos perguntar então: <em>o que é o racional</em>? Ou, mais fácil: <em>quando </em>algo é racional? Respondendo a esta última: quando alguém apresenta razões, argumenta em favor do que afirma. Então, para que algo possa ser considerado como racional, ele pressupõe a linguagem, pois somente através da linguagem é que podemos apresentar razões, argumentos. </p>
<p>Considere-se, agora, o caso do bebê Ian, que presenciei pessoalmente: ele sabe que ao apertar o botão do DVD player a gaveta se abrirá e isso o diverte. Mas ele ainda não sabe falar. Devemos admitir que ele tem o conhecimento de como abrir a gaveta, mas este conhecimento não pode ser considerado como racional, pois isto implica que ele apresente razões para seu conhecimento, o que pressupõe a linguagem, que ele ainda não domina! Portanto, há conhecimentos que não são racionais.</p>
<p>Agora transporte este experimento para o caso da religião. A vovó que vai à missa ao domingo consegue apresentar razões para sua crença? Ela possui a linguagem para argumentar a favor? Se vovó não conseguir, seu conhecimento não é racional (ou não é um conhecimento, se dissermos que a racionalidade é <em>conditio sine qua non </em>para um conhecimento). Mas no caso do padre que estudou teologia, ele conseguirá apresentar argumentos bastante articulados, e racionais, para sua crença. Portanto, devemos admití-lo como um conhecimento, mesmo que ele não nos convença.</p>
<p>E o que dizer da experiência mística?</p>
<p>Divertido, não?</p>
<p>&#8212;-</p>
<p>GRECO, J; SOSA E.<em> Compêndio de Epistemologia</em>. São Paulo: Loyola, 2008.</p>
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		<title>Ensaio de vida interior</title>
		<link>http://cienrelfi.org/?p=119</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 00:54:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Gregianin Testa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[teilhard]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem terá coragem do exercício de interioridade para além daquele da propaganda da &#8220;meditação faz bem à saúde&#8221;? Podes acabar por voltar como outro, se voltar&#8230;
Assim, talvez pela primeira vez na vida (eu, considerado como alguém que medita todos os dias!), tomei a lâmpada e, deixando a zona aparentemente clara das minhas ocupações e das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem terá coragem do exercício de interioridade para além daquele da propaganda da &#8220;meditação faz bem à saúde&#8221;? Podes acabar por voltar como outro, se voltar&#8230;</p>
<blockquote><p>Assim, talvez pela primeira vez na vida (eu, considerado como alguém que medita todos os dias!), tomei a lâmpada e, deixando a zona aparentemente clara das minhas ocupações e das minhas relações quotidianas, desci ao mais íntimo de mim mesmo, ao abismo profundo, donde sinto confusamente que emana meu poder de ação. Ora, à medida que eu me afastava das evidências convencionais com que é superficialmente iluminada a vida social, eu me dei conta de que escapava de mim mesmo. A cada degrau que descia, em mim se desvelava um outro personagem, cujo nome exato eu já não podia dizer e que não me obedecia mais. E quando tive que deter a minha exploração, pois o caminho me faltava sob os passos, havia a meus pés um abismo sem fundo donde saía, vindo não sei de onde, a vaga que na verdade eu ouso chamar de <em>minha</em> vida.</p>
<p>&#8211; Pág 53, Pierre Teilhard de Chardin. <em>O Meio Divino</em>. São Paulo: Cultrix.</p></blockquote>
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